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Contas da prefeitura de Diogo de Vasconcelos em 2025

Quanto a prefeitura arrecadou, quanto se comprometeu a gastar e como fechou o ano: os números que ela mesma declarou ao Tesouro Nacional, explicados sem jargão.

Tesouro Nacional · DCA 2025

Em 2025, a prefeitura de Diogo de Vasconcelos (MG) arrecadou R$ 41,4 milhões. Depois de descontar R$ 4,77 milhões (a parte que vai para o FUNDEB e devoluções), ficou com uma receita líquida de R$ 36,64 milhões. Ela se comprometeu a gastar R$ 32,16 milhões (despesa empenhada). A receita superou a despesa em R$ 4,48 milhões (12,2% da receita): é o que se chama de superávit orçamentário. Isso dá R$ 8.980 de gasto por habitante, considerando 3.581 moradores (estimativa do IBGE para 2025).

Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

Ano fechado de 2025, como declarado ao Tesouro

R$ 36,64 milhões
Receita líquida
o que a prefeitura arrecadou e recebeu no ano, depois de descontada a parte do FUNDEB
+9,2% em relação a 2024
R$ 32,16 milhões
Despesa empenhada
o dinheiro reservado para pagar, mesmo que a entrega ou o pagamento venham depois
−6,3% em relação a 2024
R$ 4,48 milhões
Superávit orçamentário
12,2% da receita líquida
R$ 8.980
Despesa por habitante
despesa ÷ 3.581 habitantes (estimativa do IBGE, 2025)

O que chama a atenção nos números?

Destaques escolhidos por regras fixas a partir das contas de 2025: no máximo três, com os mesmos critérios para todas as cidades.

A receita cresceu mais que a despesa

A receita líquida variou +9,2% em relação a 2024; a despesa empenhada, −6,3% (valores nominais, sem descontar a inflação).

Esses destaques descrevem diferenças e tendências. Sozinhos, não indicam boa ou má gestão nem irregularidade. As variações são nominais, sem descontar a inflação.

O que cada palavra quer dizer

Receita
todo o dinheiro que entra nos cofres da prefeitura: impostos e taxas da cidade, repasses do governo federal e do estado, rendimentos.
Receita líquida
a receita depois de tirar o que a prefeitura repassa ao FUNDEB (fundo da educação básica) e as devoluções. Não quer dizer que todo esse valor esteja livre: parte tem destino definido, como educação e saúde. Atenção: não é a Receita Corrente Líquida (RCL) da Lei de Responsabilidade Fiscal, usada para os limites de gasto com pessoal e de dívida.
Despesa empenhada
o valor que a prefeitura reservou e se comprometeu a pagar. O empenho vem antes da entrega do serviço e do pagamento.
Superávit e déficit
a receita líquida menos a despesa empenhada no ano. Se sobra, é superávit; se falta, é déficit. Não é, sozinho, sinal de boa ou má gestão.
Por habitante
o valor total dividido pelo número de moradores, para comparar cidades de tamanhos diferentes.

Do compromisso ao pagamento em 2025: o caminho do dinheiro

Quando a prefeitura gasta, o dinheiro passa por três etapas. Os valores abaixo não incluem as despesas entre órgãos da própria prefeitura.

R$ 32,16 milhõesEmpenhada
o dinheiro foi reservado
R$ 30,71 milhõesLiquidada
o serviço ou a compra foi entregue
R$ 29,16 milhõesPaga
o dinheiro saiu do caixa
EtapaValorDo empenhado
EmpenhadaR$ 32.158.986100%
LiquidadaR$ 30.714.97796%
PagaR$ 29.161.44991%

Os valores são do próprio ano: não incluem o pagamento de dívidas de anos anteriores, então não mostram, sozinhos, se a prefeitura deve ou não.

De onde veio o dinheiro da prefeitura de Diogo de Vasconcelos em 2025?

De cada R$ 100 que a prefeitura arrecada, R$ 89,60 vêm de repasses do governo federal e do estado, R$ 3,60 de impostos e taxas da própria cidade e R$ 6,80 de outras fontes.

Repasses do governo federal e do estado · 89,6% Impostos e taxas da própria cidade · 3,6% Outras fontes · 6,8%

Os três percentuais foram arredondados para uma casa decimal; quando a soma não dá 100%, a diferença vai para a parte com maior resto.

O detalhe, em três grupos

FonteValorDa receita bruta
Repasses do governo federal e do estadoFPM, ICMS, IPVA, FUNDEB, SUS e outros valores enviados pelo governo federal e pelo estado.R$ 37,1 milhões89,6%
FPMFundo de Participação dos Municípios: repasse da União, dividido entre as cidades.R$ 20,61 milhões49,8%
ICMSparte do imposto estadual sobre mercadorias e serviços que cabe à cidade.R$ 4,86 milhões11,7%
FUNDEBfundo da educação básica: o dinheiro volta para a educação, mas parte da receita foi descontada para formá-lo.R$ 3,67 milhões8,9%
SUSrepasses da saúde, vindos da União e do estado.R$ 3,62 milhões8,8%
IPVAparte do imposto estadual sobre veículos que cabe à cidade.R$ 369,8 mil0,9%
Demais repassesR$ 3,97 milhões9,6%
Impostos e taxas da própria cidadeo que o próprio município arrecada: IPTU, ISS, ITBI, taxas e o imposto de renda retido dos salários e serviços que a prefeitura paga.R$ 1,5 milhão3,6%
ISSimposto sobre serviços prestados na cidade.R$ 643,8 mil1,6%
IRRFimposto de renda retido na fonte sobre o que a prefeitura paga a servidores e fornecedores.R$ 628,5 mil1,5%
IPTUimposto sobre imóveis urbanos.R$ 80,8 mil0,2%
ITBIimposto sobre a compra e venda de imóveis.R$ 42,3 mil0,1%
Demais impostos e taxasR$ 105,2 mil0,3%
Outras fontesrendimentos de aplicações, aluguéis, serviços cobrados e contribuições.R$ 2,8 milhões6,8%

Os três grupos somam a receita bruta. As linhas recuadas são partes do grupo acima delas; o que não aparece em nenhuma linha fica em “Demais”.

A receita bruta inclui o que a prefeitura recebe do FUNDEB. O que ela entrega para formar o fundo é outra coisa: é descontado à parte, no cálculo da receita líquida.

Para onde foi o dinheiro da prefeitura de Diogo de Vasconcelos em 2025?

As áreas que mais receberam em 2025, em valores empenhados: compromissos assumidos no ano, não necessariamente já pagos.

ÁreaValorDo total
SaúdeR$ 7,78 milhões24,2%
EducaçãoR$ 7,7 milhões24%
UrbanismoR$ 5,68 milhões17,7%
AdministraçãoR$ 4,03 milhões12,5%
LegislativaR$ 1,66 milhão5,2%
AgriculturaR$ 1,15 milhão3,6%
Assistência SocialR$ 967,6 mil3%
CulturaR$ 950,3 mil3%

Ver todas as áreas em "A cidade em números"

A parte de cada área no total não serve para conferir os mínimos que a Constituição exige para educação e saúde: esses usam outra base de cálculo.

Diogo de Vasconcelos comparada com outras cidades em 2025

Quanto a prefeitura gastou e arrecadou por morador, ao lado da cidade típica de cada grupo.

Gasto por habitante

Em 2025, a prefeitura de Diogo de Vasconcelos gastou R$ 8.980 por morador.

  • Diogo de VasconcelosR$ 8.980
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes)R$ 11.537
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais)R$ 6.790
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.212
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes): R$ 11.537. Diogo de Vasconcelos gastou 22% a menos.
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais): R$ 6.790. Diogo de Vasconcelos gastou 32% a mais.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.212. Diogo de Vasconcelos gastou 25% a mais.

Receita líquida por habitante

Em 2025, a prefeitura de Diogo de Vasconcelos recebeu R$ 10.230 por morador (receita líquida).

  • Diogo de VasconcelosR$ 10.230
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes)R$ 12.225
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais)R$ 7.214
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.534
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes): R$ 12.225. Diogo de Vasconcelos recebeu 16% a menos.
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais): R$ 7.214. Diogo de Vasconcelos recebeu 42% a mais.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.534. Diogo de Vasconcelos recebeu 36% a mais.

Gastar mais ou menos não quer dizer gestão melhor ou pior: depende do tamanho da cidade, dos serviços que ela oferece e dos repasses que recebe.

Por que “por morador”? Para dar para comparar cidades de tamanhos diferentes. “Cidade típica” é a do meio da lista de cada grupo: metade das cidades teve valor maior e metade menor (a própria cidade entra no grupo). Todas usam o mesmo ano e a mesma conta.

Como chegamos nos números de 2025

A conta, passo a passo, com os valores que a prefeitura declarou.

Receita arrecadada (bruta)R$ 41.400.749
menos: dedução para o FUNDEB− R$ 4.737.595
menos: outras deduções (devoluções)− R$ 27.811
igual a: receita líquidaR$ 36.635.342
Despesa empenhada (sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura)− R$ 32.158.986
Resultado: receita líquida menos despesa empenhadaR$ 4.476.357

Os valores são os do município como um todo, como declarado ao Tesouro (inclui a Câmara Municipal).

Outros sites podem mostrar a receita bruta, a despesa paga ou incluir as operações intra-orçamentárias, e por isso os números às vezes diferem. Aqui usamos os dados que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional, com a receita depois das deduções e a despesa empenhada sem as operações intra-orçamentárias.

Perguntas frequentes sobre as contas de Diogo de Vasconcelos

Quanto a prefeitura de Diogo de Vasconcelos arrecadou em 2025?

Arrecadou R$ 41,4 milhões (receita bruta). Descontadas as deduções do FUNDEB e outras (R$ 4,77 milhões), a receita líquida foi de R$ 36,64 milhões.

Quanto a prefeitura de Diogo de Vasconcelos gastou em 2025?

Comprometeu-se a gastar R$ 32,16 milhões (despesa empenhada, sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura). Desse valor, R$ 30,71 milhões já tinham sido entregues em serviços e compras (liquidado) e R$ 29,16 milhões tinham sido pagos.

A prefeitura de Diogo de Vasconcelos teve superávit ou déficit em 2025?

A receita superou a despesa em R$ 4,48 milhões (12,2% da receita): é o que se chama de superávit orçamentário. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

De onde vem o dinheiro da prefeitura de Diogo de Vasconcelos?

89,6% da receita vêm de repasses do governo federal e do estado (como FPM, ICMS, FUNDEB e SUS), 3,6% de impostos e taxas da própria cidade (como IPTU e ISS) e 6,8% de outras fontes.

Qual é o gasto por habitante de Diogo de Vasconcelos?

Em 2025, a prefeitura gastou R$ 8.980 por habitante (3.581 habitantes, estimativa do IBGE). Na cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes), foi de R$ 11.537.

Por que os números diferem de outros sites?

Os critérios mudam: receita bruta ou líquida (depois das deduções); despesa empenhada, liquidada ou paga, com ou sem as operações intra-orçamentárias; população do Censo ou estimativa do IBGE. Aqui usamos os dados da DCA declarados ao Tesouro Nacional: receita líquida, despesa empenhada sem operações intra-orçamentárias e a estimativa do IBGE do ano.

Baixar os números

Receita, deduções, origem do dinheiro e despesa por área, em planilha (CSV). Uso livre, citando a fonte.

Baixar CSV de Diogo de Vasconcelos

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